Na ética islâmica, a língua pode cometer injustiças tão graves quanto ações físicas. A seguir, apresentam-se práticas recorrentes e sua gravidade moral.
Ghibah (maledicência/fofoca): Falar de alguém ausente mencionando algo verdadeiro, porém desagradável à pessoa. Fere a honra sem possibilidade de defesa e é severamente reprovado.
Buhtān (calúnia): Atribuir falsamente a alguém uma culpa ou falha. Une mentira e opressão, destruindo reputações e gerando injustiça.
Mentira: Dizer o contrário da verdade, inclusive “por brincadeira”. Corrói a confiança e afasta da sinceridade (ṣidq).
Zombaria: Ridicularizar alguém por aparência, origem ou condição. Fere a dignidade humana e alimenta divisão social.
Insultos e obscenidade verbal: Empregar linguagem agressiva ou degradante. Endurece o coração e rompe laços de fraternidade.
Discussões agressivas: Debater por raiva e arrogância, com desejo de dominar ou humilhar. Corrompe a intenção e produz ruptura.
Exposição indevida de erros alheios: Divulgar falhas e pecados sem necessidade legítima. O Islã valoriza encobrir falhas e orientar com sabedoria, evitando humilhação.
Consequências frequentes:
- Endurecimento do coração.
- Divisão e inimizade entre pessoas.
- Perda de recompensas espirituais por violação de direitos alheios.
- Responsabilização perante Allah no Dia do Juízo.
