Surata Qāf (50:18)
“Nenhuma palavra é pronunciada sem que haja um observador pronto para registrá-la.”
O versículo insere a fala humana na doutrina da responsabilidade moral e escatológica: palavras não se perdem, mas são registradas. No âmbito da ética da língua, isso estabelece que a fala possui peso espiritual real e será objeto de prestação de contas.
Surata Al-Ḥujurāt (49:12)
“…e não vos espieis, nem faleis mal uns dos outros…”
O contexto do versículo enfatiza ética social: proibição de suspeita excessiva, espionagem e maledicência (ghībah). Ao comparar a maledicência a “comer a carne do irmão morto”, o Alcorão emprega imagem forte para indicar gravidade moral e dano à honra alheia.
Surata Al-Isrāʾ (17:53)
“Dize aos Meus servos que falem o que é melhor…”
O versículo estabelece um princípio positivo: não basta evitar o mal; é necessário escolher deliberadamente o melhor modo de falar. Ele também alerta para a discórdia semeada por Satanás, indicando que palavras descuidadas podem gerar conflitos e rupturas comunitárias.
